In this blog, we share trials, attempts to understand the emerging "revolution" of the WEB 2.0, online social networks like Facebook, Twitter and Youtube.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Os novos media e as novas formas de escrita
A cultura informacional - Alexandre Serres
A cultura informacional - A intervenção de Alexandre Serres num seminário dinamizado por Bernard Stiegler - Séminaire Ecole et médias (CIEM-AI), 16 de Maio de 2009.
Ver aqui mais informações: http://www.arsindustrialis.org/séminaire-ciem-ai-ecole-et-médias
RESUMO A Cultura informacional tem sido dominada pela biblioteca, pelo paradigma documental, pela adaptação, pelos procedimentos. Tese do autor passa por mudar esta visão através de 3 eixos: 1. Pensar esta cultura informacional a partir da questão da técnica (pensar o código e o digital) a partir do pensamento crítico sem cair em extremos. Evitar o ocultamento da técnica. Evitar a dicotomia tecnofóbico/tecnofilico (Regis Debray). Pensar a questão da Cultura Técnica (Gilbert Simondon). Ver a relação entre a escola e o digital. a) Repensar a escola b) Pensar a plasticidade do digital. A democratização rizomática do saber devida ao digital (à nova cultura informacional) origina uma crise de autoridade, de legitimidade da escola e do professor. Solução: uma nova educação para a cultura da informação. 2. Alargar a cultura informacional à cultura dos media e ligada à cultura informática. Valorizar a hibridação mas tendo em conta as diferenças epistemológicas entre a escola e a internet. Melhorar qualitativamente o uso do digital. 3. Colocar o problema da finalidade. Realizar (melhorar e elevar o uso da internet), resistir, reflectir. Não cair nos opostos da resistência tecnofóbica ou da tecnofilica. Entender criticamente mas não de fora. Resistir por dentro com uma reflexão.4. Pensar os conteúdos didácticos da cultura informacional. Pensar a contradição entre a Escola e o Numérico: passa pela valorização da lentidão, ver as imagens e os textos desenvolvendo a arte do "olhar". Ver o que está por detrás do Google (formação crítica dos utensílios da internet). Resistir ao mito da calculabilidade, os efeitos perversos, as adições. Nem a resistência tecnofóbica, nem a adaptação acrítica.
Revista Logos publica um número especial com o tema: Tecnologias e Socialidades.
Está disponível o número 29 da Revista Logos - Comunicação e Universidade, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Publica diversos artigos em português e francês, de Stéphane Hugon, João Maia e Eduardo Bianchi, Beatriz Bretas, Vincenzo Susca, Florian Dauphin, José Pinheiro Neves, Hangsub Choi, etc.
Ver aqui os artigos em versão integral:
http://www.logos.uerj.br/antigos/logos_29/logos_29.htm
sábado, 30 de janeiro de 2010
A passagem dos dispositivos tradicionales de CMO para o Software Social
sábado, 16 de janeiro de 2010
Sociology of Google?
C'est en tous les cas une nouvelle entrée de chercheurs SHS dans la problématique « Google » (après l'approche documentaire-critique, l'approche critique-idéologique, etc.) et très intéressante car la plus directement sociologique pour l'instant : ici est étudiée la remarquable articulation entre un outil moteur / un individu en état de recherche / une méga machine Internet."
Some books online about sociology of Internet.
DUPUY Jean-Pierre (2000), « Les savants croient-ils en leurs théories ?: une lecture philosophique de l'histoire des sciences cognitives », INRA éditions.
VARENNE Franck (2007), “ Du modèle à la simulation informatique ”, Vrin
Revue TIC&société (2009), “ TIC et diasporas ”
BENKLER Yochai. (2007) The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom. New Haven, CT: Yale University Press.
LESSIG Lawrence. (2006) Code 2.0. NY: Basic Books.
JENKINS Henry. (2008) Convergence Culture: Where Old and New Media Collide. NYU Press.
FUCHS Christian. (2008). Internet and Society: Social Theory in the Information Age. Routledge.
MULTITUDES Web (2009), « Google et au-delà » n°36
SAXENIAN, AnnaLee. (2006). The New Argonauts: Regional Advantage in a Global Economy. Cambridge, MA: Harvard University Press.
TURNER, Fred. (2006) "From Counterculture to Cyberculture: Stewart Brand, the Whole Earth Network, and the Rise of Digital Utopianism". Chicago, IL: University of Chicago Press.
BELL David. (2001) "An Introduction to Cybercultures". London, England: Routledge.
WELLMAN Barry and Caroline HAYTHORNTHWAITE (2002) "The Internet in Everyday Life". Oxford: Blackwell.
McKEE, Heidi, PORTER James (2009). The Ethics of Internet Research. A Rhetorical, Case-based Process. New York: Peter Lang.
CERWONKA Allaine, MALKKI Liisa (2007). "Improvising Theory: Process and Temporality in Ethnographic Fieldwork". Chicago, IL: University of Chicago Press.
HAKKEN David. (1999). Cyborgs@Cyberspace?: An Ethnographer Looks to the Future. London: Routledge.
domingo, 29 de novembro de 2009
Primeiro email foi enviado há 40 anos - JORNAL DE NOTÍCIAS
Primeiro email foi enviado há 40 anos
2009-10-26
"Primeira mensagem de correio electrónico foi "LO", porque o sistema foi abaixo e o email ficou a meio.
A primeira mensagem de correio electrónico entre dois computadores (e-mail em rede) situados em locais distantes foi enviada em 29 de Outubro de 1969, quase dois meses depois do primeiro nó que deu origem à Internet.
O texto dessa primeira mensagem continha apenas duas letras e um ponto - "LO.". O investigador da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) Leonard Kleinrock queria escrever "LOGIN", mas o sistema foi abaixo a meio da transmissão.
A mensagem seguiu do computador do laboratório de Kleinrock na UCLA para o de Douglas Engelbart no Stanford Research Institute, utilizando como suporte a recém-criada rede da ARPA (Advanced Research Projects Agency), agência financiada pelo governo norte-americano.
O primeiro nó de ligação entre dois computadores da Arpanet tinha sido estabelecido pouco tempo antes, em 02 de Setembro de 1969, pelo que a história da Internet e do e-mail em rede se confundem.
No início da década de 1960, surgiram alguns sistemas de troca de mensagens entre terminais de um mesmo computador, em tempo diferido (1961) e em tempo real (1965), mas o primeiro e-mail em rede foi transmitido apenas em 1969.
Dois anos depois, em 1971, Ray Tomlinson inventou os primeiros programas para envio de e-mails em rede através da Arpanet e criou a arroba ("at", em Inglês - @) para separar o login do utilizador do domínio do servidor.
Em 1976, a rainha de Inglaterra, Isabel II, enviou o seu primeiro e-mail, e em 1978 surgiu o primeiro spam, entendido como mensagem de correio electrónico enviada para múltiplos destinatários sem consentimento destes.
Quarenta anos depois, 70 por cento dos e-mails enviados diariamente são "spam", uma "praga" que acompanha o crescimento dos vírus e do marketing na Internet, mas que tem sido combatida, com relativo sucesso, por diversos sistemas de filtragem entretanto desenvolvidos.
O "spam" não é, contudo, o único adversário do e-mail, que encontra cada vez mais concorrentes noutros sistemas de comunicação de texto, áudio e vídeo, de envio de ficheiros e de troca de mensagens instantâneas, através de ferramentas como o Messenger, Skype e Twitter, a que se juntará em breve o Google Wave.
"Pela sua formalidade, o e-mail é algo pouco apelativo para os utilizadores mais jovens. Os blogs e o Twitter ocupam um espaço menos informal", disse à agência Lusa Libório Silva, autor do livro sobre correio electrónico mais vendido em Portugal, "e-mail", editado em 2008.
Libório Silva afirmou que o e-mail continua a ser uma ferramenta em expansão em todo o Mundo, pela facilidade de utilização e pela capacidade de envio de ficheiros associados a mensagens.
Libório Silva destacou como principal ruptura na história do e-mail o surgimento dos serviços de webmail, que são actualmente líderes de mercado entre utilizadores individuais, mas não nas empresas, que continuam a preferir servidores internos.
Outro momento importante foi o surgimento do e-mail da Google (gmail), oferecendo um gigabyte de capacidade, quando os serviços de então ofereciam apenas quatro megabytes, "250 vezes menos".
Apesar de popular, o e-mail continua a ser utilizado pela esmagadora maioria das pessoas sem certificados digitais de segurança, pelo que cada mensagem pode ser interceptada por "um qualquer técnico de informática que tenha acesso a um dos 'routers' por onde passa".
"Mais de 99 por cento dos e-mails são como postais, sem terem envelope por fora", comparou Libório Silva, realçando que só um por cento são "cartas lacradas".
Outros dos pioneiros da Internet em Portugal, Vítor Magalhães, disse à Lusa que "o e-mail continua a ser a funcionalidade da Internet que mais se mantém e que tem tido um desenvolvimento normal", sendo os fóruns de discussão e o Twitter "alternativas e não concorrentes".
Para Vítor Magalhães, "a tentativa da Google de destruir o e-mail através do Google Wave" não deverá ter o sucesso que a empresa prevê, porque o novo serviço contém o mesmo mecanismo e funcionalidade básica do e-mail, de comunicação textual e de transferência de conteúdo multimédia, pelo que não há uma mudança de conceito".
* Agência Lusa