segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sociologia da Individuação - um blog


Um site bem apresentado e original. Vale a pena ler os textos de Pedro Rodrigues Costa que apresentam uma perspectiva importante para a sociologia das redes sociais. 


Como diz Bruno Latour, não se pode mais esquecer a outra Sociologia fundada por Tarde e Simmel, que estuda as "associações" heterogéneas. 



Neste sentido, "o adjectivo 'social' já não qualifica uma coisa entre outras, como uma ovelha negra no meio de um rebanho de ovelhas brancas, mas um tipo de conexão entre coisas que não se definem elas próprias como sociais".

sociologiadaindividuacao.blogspot.com

domingo, 14 de fevereiro de 2010

CENTRO DE PESQUISA ATOPOS GRUPO DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO DIGITAL VINCULADO À ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

"O ATOPOS dedica-se à análise dos impactos da introdução de novas tecnologias comunicativas (...) nos vários âmbitos da sociedade atual em que ela se manifesta:
'na economia, na política, nos corpos, na sociabilidade, nas subjetividades, na cultura, ou no armazenamento e distribuição das informações - percebemos um dinamismo técnico-social, próprio do desenvolvimento das novas interações em rede, que possibilita novas formas de pensar a sociedade e perceber o mundo'" (Massimo Di Felice).


grupoatopos.blogspot.com
Com ANDREA MICONIProfessor convidado da Universidade de Milão – IULM – Itália– Tema: Teoria das Redes DigitaisOs «new media» e a sociedade das redes. A galáxia reconfigurada. A teoria da Sociedade em Rede. ...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os novos media e as novas formas de escrita

Do texto de apresentação de um seminário organizado por Bernard Stiegler extraí algumas ideias úteis para o trabalho de um investigador interessado nas novas formas de social-networking.

« Notre propre époque est caractérisée par le fait qu’au medium de l’écriture se sont ajoutés et parfois substitués des médias audiovisuels ou numériques qui modifient profondément le dispositif de l’espace public aussi bien que celui des savoirs, mais aussi les espaces et les temps les plus intimes.
La vie privée, les pratiques culturelles individuelles et collectives, la vie politique, la construction de l’opinion publique, l’économie, l’activité intellectuelle et scientifique s’en trouvent transformées. Or, ces médias audiovisuels sont aujourd’hui essentiellement mis au service de la captation de l’attention, et en particulier de l’attention des enfants, dans le but de susciter des modèles comportementaux conformes aux prescriptions du marketing. Et il résulte de cet état de fait qu’un conflit s’est ouvert entre les institutions qui assurent l’appropriation critique du medium de l’écriture fondant les communautés lettrées, d’une part, les industries de programmes audiovisuels et les médias numériques d’autre part.
Ce conflit est devenu notoirement préjudiciable à l’activité éducative – qu’elle soit familiale et privée ou institutionnelle et publique. La captation industrielle de l’attention épuise cette attention, qui est une construction sociale, elle en détruit les formes les plus complexes et les plus raffinées qui se sont élaborées au cours de presque trois millénaires de civilisation. Or, les problèmes ainsi posés par les médias contemporains ressemblent sur bien des points à ceux que posait l’écriture, et ils doivent être désormais affrontés et résolus par leur intégration systématique aussi bien dans les dispositifs de construction des savoirs que pour leur transmission.
C’est dans le but d’approfondir cette perspective et d’élaborer des propositions pour la mettre en œuvre que nous avons conçu cette journée qui consistera donc essentiellement à soutenir qu’il est temps d’inventer entre le monde de l’éducation, de la recherche et de la culture d’une part, le monde des médias audiovisuels et des industries culturelles et des nouveaux médias d’autre part, une politique nouvelle régulant les rapports entre ces deux secteurs, et leur prescrivant à l’un comme à l’autre des obligations de bien public – au moment où les générations des digital natives développent toutes sortes de pratiques individuelles et collectives de ces médias.
Dans ce contexte, le travail d’éducation aux médias qui a été engagé depuis des années, comme celui de la formation aux techniques documentaires issues de la numérisation, doit être approfondi et mis au cœur d’un projet éducatif nouveau, élargi dans le sens des hypothèses précédemment présentées, où la question de l’éducation des médias n’est plus simplement celle de ce que l’on appelle l’analyse des médias, mais celle d’une analyse épistémique et théorique de leur rôle dans la constitution des savoirs, depuis les formes les plus anciennes de la culture de l’écrit jusqu’au médias numériques, et tout aussi bien, par la généralisation systématique de la pratique des médias numériques dans l’élaboration même des savoirs, à travers les organes de recherche, les formations universitaires et les dispositifs de formation des maîtres aussi bien qu’au cours de la transmission des savoirs à l’école, au collège et au lycée.

Axes et perspectives proposés

- Etat des lieux de l’usage des medias audiovisuels et numériques chez les enfants et les adolescents : digital natives, nouveau rapport à la culture, nouvelle socialité, toxicité psychique et sociale des medias, captation par le marketing.


- Elaboration d’un cadre théorique pour penser ces enjeux de manière renouvelée : considérer ces médias contemporains comme de nouvelles « technologies de l’esprit », de nouveaux supports de mémoire et de savoir, et comme des pharmaka – à la fois poisons et contre-poisons, selon les expressions de Bernard Stiegler –, et dont le système scolaire doit s’emparer résolument.


- Réflexions sur l’articulation nécessaire mais difficile entre la très ancienne culture lettrée, sur laquelle repose l’école, et ces nouveaux instruments de savoir et de sentir que doivent devenir les technologies audiovisuelles et numériques : culture livresque, culture de l’information, culture numérique, écrit, écran".

in Programa do SEMINAIRE ENSEIGNEMENT ET MEDIAS - ARS INDUSTRIALIS / CIEM / SKHOLE.FR - 16 MAI 2009

Ver aqui:

A cultura informacional - Alexandre Serres

A cultura informacional - A intervenção de Alexandre Serres num seminário dinamizado por Bernard Stiegler - Séminaire Ecole et médias (CIEM-AI), 16 de Maio de 2009.

Ver aqui mais informações: http://www.arsindustrialis.org/séminaire-ciem-ai-ecole-et-médias

RESUMO A Cultura informacional tem sido dominada pela biblioteca, pelo paradigma documental, pela adaptação, pelos procedimentos. Tese do autor passa por mudar esta visão através de 3 eixos: 1. Pensar esta cultura informacional a partir da questão da técnica (pensar o código e o digital) a partir do pensamento crítico sem cair em extremos. Evitar o ocultamento da técnica. Evitar a dicotomia tecnofóbico/tecnofilico (Regis Debray). Pensar a questão da Cultura Técnica (Gilbert Simondon). Ver a relação entre a escola e o digital. a) Repensar a escola b) Pensar a plasticidade do digital. A democratização rizomática do saber devida ao digital (à nova cultura informacional) origina uma crise de autoridade, de legitimidade da escola e do professor. Solução: uma nova educação para a cultura da informação. 2. Alargar a cultura informacional à cultura dos media e ligada à cultura informática. Valorizar a hibridação mas tendo em conta as diferenças epistemológicas entre a escola e a internet. Melhorar qualitativamente o uso do digital. 3. Colocar o problema da finalidade. Realizar (melhorar e elevar o uso da internet), resistir, reflectir. Não cair nos opostos da resistência tecnofóbica ou da tecnofilica. Entender criticamente mas não de fora. Resistir por dentro com uma reflexão.4. Pensar os conteúdos didácticos da cultura informacional. Pensar a contradição entre a Escola e o Numérico: passa pela valorização da lentidão, ver as imagens e os textos desenvolvendo a arte do "olhar". Ver o que está por detrás do Google (formação crítica dos utensílios da internet). Resistir ao mito da calculabilidade, os efeitos perversos, as adições. Nem a resistência tecnofóbica, nem a adaptação acrítica.

Revista Logos publica um número especial com o tema: Tecnologias e Socialidades.

A Revista Logos publica um número especial com o tema: Tecnologias e Socialidades.


Está disponível o número 29 da Revista Logos - Comunicação e Universidade, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Publica diversos artigos em português e francês, de Stéphane Hugon, João Maia e Eduardo Bianchi, Beatriz Bretas, Vincenzo Susca, Florian Dauphin, José Pinheiro Neves, Hangsub Choi, etc.

Ver aqui os artigos em versão integral:

http://www.logos.uerj.br/antigos/logos_29/logos_29.htm

sábado, 30 de janeiro de 2010

A passagem dos dispositivos tradicionales de CMO para o Software Social

Um texto que reflecte sobre o conceito de software social.

"Se trata de describir y comparar el funcionamiento de un determinado software de comunicación mediada por ordenador que se encuentra en Internet y que, des de hace unos pocos años, ha generado una pequeña polémica sobre su denominación entre ingenieros programadores y académicos.

En efecto, algunos usan el termino de ‘software social’ para designar únicamente una determinada categoría de dispositivos y servicios de Internet con diferentes funciones como la publicación y distribución de imágenes (Flickr), vídeos (YouTube), enlaces favoritos (Del.icio.us, Meneame, Digg), o artículos escritos (blogs, Barrapunto); todos ellos desarrollados a partir del año 2000.

El objetivo de esta nueva denominación es establecer una distinción con los dispositivos de comunicación mediada por ordenador de Internet --chat, listas de correo, foros electrónicos, MUD, los grupos de noticias, etc.-- , que a partir de ahora, para abreviar llamaremos dispositivos tradicionales de CMO" (p. 79).

Este desacuerdo nos llamó la atención porque intuimos que no se trataba de una simple discusión sobre mejoras de dispositivos o de nuevos proyectos de servicios en Internet. Algo se estaba transformando. Y las transformaciones tenían que ver con lo que llamaremos sus respectivas teorías de lo social o, también, socio-lógicas".

[...]

"Como decíamos en la introducción, nuestro objetivo es terminar esta breve descripción sobre el funcionamiento de estos dos tipos de dispositivos de comunicación mediada por ordenador y de este pequeño análisis de los discursos que los ingenieros-sociólogos, con la presentación de un resumen de los aspectos que mas sobresalen de sus teorías de lo social. Para facilitar la exposición, hemos elaborado el siguiente cuadro que pasamos a comentar:










‘Comunidad virtual’ es, sin ninguna duda, el concepto más popular para referirse a los grupos que surgen como consecuencia del uso de los dispositivos de la CMO tradicional. Con el recurso a este término, se condensa una teoría de lo social: se circunscriben los limites de la asociación (espacio social = hasta donde llegue lo ‘social’), se asignan unos intereses para devenir miembro (cualquier humano), se ordena de determinada manera de relacionarse y de establecer vínculos intersubjetivos (netetiqueta), etc. Pero, también, en esta manera de promover y dar cuenta de este tipo de asociaciones, se siguen ocultando algunos debates importantes: son ejemplos de ello, el silencio sobre la creciente expertizacion de los usuarios o la separación radical entre la realidad on y realidad off de modo que su relación se convierte en un problema. Y, lo que parece menos comprensible tratándose de Internet, es que todo continua “Como ocurría con el sexo en la era victoriana, los objetos están por todas partes pero no hablamos nunca de ellos” (Latour, 2006:105).


in Vayreda, A., & Estalella, A. (2007). 'Software social: ¿teoría social?' In F. Tirado & M. Domènech (Eds.), Lo Social y lo virtual. Nuevas formas de control y transformación social, Barcelona: Editorial UOC, 78-92.