sábado, 16 de abril de 2011

new book: "The Philosophy of Software: Code and Mediation in the Digital Age" by David Berry

new book: "The Philosophy of Software: Code and Mediation in the Digital Age" by David Berry

Novo livro: "Tecnologia e configurações do humano na era digital"




Tecnologia e Configurações do Humano na Era Digital
Contribuições para uma nova Sociologia da Técnica


Resumo:

Com a expansão das novas tecnologias digitais da informação e da comunicação e as biotecnologias, o mundo social e técnico está a transformar-se de uma forma acelerada nas últimas décadas. Uma alteração que tem dois efeitos importantes: em primeiro lugar, uma mudança na relação entre o humano e a tecnologia; em segundo, uma crise da forma tradicional das ciências sociais pensarem a questão da técnica. Recorrendo a contribuições de várias áreas do saber (Sociologia, Filosofia, Ciências da Comunicação, etc.), este livro pretende criar uma maior lucidez que nos faça ver os perigos e potencialidades emergentes desta situação tecnohumana e, nessa medida, fomentar o debate e completar a bibliografia sobre esta temática.


Índice

Índice do livro

Moisés de Lemos Martins (CECS - Univ. do Minho, Portugal)  - A imersão da técnica na cultura e nos corpos

Manuel da Silva Costa (CICS - Univ. Minho, Portugal) e José Pinheiro Neves (CECS - Univ. Minho, Portugal) - O humano e as novas tecnologias digitais: perigos e potencialidades

Hermínio Martins (Univ. Oxford - Inglaterra)  - Transcendences of the Net. Metaphysical intimations of the cyberworld

José Luís Garcia (ICS, Univ. de Lisboa, Portugal)  - Tecnologia, Mercado e Bem-estar Humano: Para Um Questionamento do Discurso da Inovação

Adrian Mackenzie  (Univ. Lancaster, Inglaterra) - The strange meshing of impersonal and personal forces in technological action

James R. Taylor (Univ. de Montréal, Canadá) - E se, em vez de se colocar a tecnologia na organização, a organização fosse colocada na tecnologia?

Eduardo Jorge Esperança (Univ. de Évora, Portugal) - A Web Social: das socialidades tradicionais aos novos afectos

José Gomes Pinto (CICANT - Univ. Lusófona - Portugal) - La naturaleza del artificio: la actualidad de David Hume

José Pinheiro Neves (CECS - Univ. Minho, Portugal)  - Individuação e concretização dos objectos técnicos: o contributo de Gilbert Simondon




http://www.wook.pt/ficha/tecnologia-e-configuracoes-do-humano-na-era-digital/a/id/10643671

domingo, 6 de março de 2011

As redes sociais e os novos movimentos sociais: a visão de Fernando Henrique Cardoso

Fernando Henrique Cardoso (sociólogo e ex-Presidente do Brasil) mostra até que ponto as ligações em rede da Internet ao articularem-se com outras redes, ligações mais tradicionais (face-face), podem mudar o mundo e abalar igualmente os esquemas tradicionais de pensar o "social" e as suas transformações.
"Uma delas é que as ordens sociais no mundo moderno se podem desfazer por meios surpreendentes para quem olha as coisas pelo prisma antigo. A palavra, transmitida a distância, a partir da soma de impulsos que parecem ser individuais, ganha uma força sem precedentes. Não se trata do panfleto ou do discurso revolucionário antigo nem mesmo de consignas, mas de reações racionais-emocionais de indivíduos. Aparentemente isolados, estão na verdade "conectados" com o clima do mundo circundante e ligados entre si por intermédio de redes de comunicação que se fazem, desfazem e refazem ao sabor dos momentos, das motivações e das circunstâncias. Um mundo que parecia ser basicamente individualista e regulado pela força dos poderosos ou do mercado de repente mostra que há valores de coesão e solidariedade social que ultrapassam as fronteiras do permitido." F.H.C.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110306/not_imp688343,0.php

CECS Seminários: "Investigar em Ciências da Comunicação"

CECS Seminários: "Investigar em Ciências da Comunicação"

Numa organização do CECS e do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, vai realizar-se um ciclo de seminários doutorais sobre a temática geral “Investigar em Ciências da Comunicação”. 

Tendo como destinatários doutorandos e investigadores, propõe-se debater temas como “Os problemas do problema da investigação”, “Desenhar metodologias”, “Porque é que as teorias importam?”, “O processo da escrita” e “Onde interessa publicar?".




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Facebook e o Google querem capturar o nosso "tempo"?

O determinismo tecnológico, aliado às novas formas de capitalismo, caracteriza a mentalidade dos jovens engenheiros americanos que criaram o Facebook e o Google.


"“O engenheiro é rei, e está acima da multidão”, escreve o autor. Os próprios fundadores são descritos no livro como engenheiros frios, com uma mente matemática e um gosto pela objectividade e exactidão" (ver notícia do Público no final).

Contudo, este determinismo é, no essencial, uma forma de cegueira. Impede de ver as disposições subjectivas dos utilizadores, de ver uma outra possibilidade de estar em rede que não seja a que obedece às necessidades de lucro. E de ver que somos animais com medos, com uma subjectividade.

"Auletta argumenta que esta mentalidade de engenheiros, que foi capaz de tornar a Google num gigante, é também responsável por fazer com que esta tenha sido lenta a compreender as preocupações que as pessoas têm com a privacidade. “A privacidade é uma bomba atómica que pode explodir nas mãos da Google.”"

"“Os engenheiros são bons naquilo que conseguem medir. [Mas] os medos relacionados com a privacidade não são facilmente mensuráveis”, explica Auletta ao PÚBLICO."

A mentalidade baseada no determinismo tecnológico aliada ao novo capitalismo tende a reproduzir o uso entrópico do tempo. Alienado. Uma dependência doentia. Por alguma razão, os jogos on-line são objecto de uma divulgação intensiva em detrimento das questões da nossa privacidade (e do uso criativo e humano da Internet).

Como muito bem diz o autor do estudo, querem acima de tudo capturar-nos, capturar o nosso "tempo": "Auletta responde ao PÚBLICO: “O Facebook é uma ameaça [para o Google] porque ocupa o tempo das pessoas. Quanto mais tempo é gasto no Facebook, menos tempo se passa a usar [produtos da] Google.”

Quanto mais tempo é gasto no facebook (e no Google), menos tempo temos para estar com os amigos. Os autênticos. Menos tempo temos para "estar" connosco próprios. Apenas estar.

Por isso, a resistência também passa por saber usar, de uma outra forma, este "tempo". Não ser apanhado, como uma vítima indefesa, por esta armadilha.

http://www.publico.pt/Tecnologia/google-contra-todos_1438733

sábado, 14 de agosto de 2010

UnderstandingSociety: Gabriel Tarde's rediscovery

Gabriel Tarde could help us to understand the new links on society of information. Read this text.

"Gabriel Tarde was an important rival to Emile Durkheim on the scene of French sociology in the 1880s and 1890s. Durkheim essentially won the field, however, and Tarde's reputation diminished for a century. Durkheim's social holism and a search for social laws prevailed, and the sociology of individuals and the methodology of contingency that Tarde had constructed had little influence on the next several generations of sociologists in France. In the 1990s, however, several important strands of thought were receptive to a rediscovery of Tarde's thinking; Gilles Deleuze and Bruno Latour each found elements in Tarde's thinking that provided intellectual antecedent and support for ideas of their own. In the past fifteen years or so there has been a significant revival of interest in Tarde."

UnderstandingSociety: Gabriel Tarde's rediscovery

domingo, 13 de junho de 2010

PhD Course -Framing Screens: Knowledge, Interaction and Practice

PhD Course (5 ECTS)  - Framing Screens: Knowledge, Interaction and Practice

27-30 September 2010, IT University of Copenhagen, Denmark

Lecturers: Lucy Suchman (Lancaster University), Helen Verran (University of Melbourne), Christopher Gad (IT University of Copenhagen)

Hosted by Technologies in Practice Faculty Group (f.k.a. Design of Organizational IT)

This PhD course aims to unfold empirically and analytically how computer screens and other displays help 'project' or otherwise ‘perform’ knowledge, interaction and practice. Screens are increasingly ubiquitous, for example as part of personal computers, televisions, cameras, surveillance equipment, ticketing equipment, mobile phones and other handheld devices. Simultaneously screens play an increasingly important role in a wide range of human practices relating to work, play, travel, care, learning, planning, monitoring, designing, coordinating, modeling, policing and much else. At the same time screens are curious entities. They may stretch human interactions nearby to globally-distributed locations. They seem to multiply the world around us while simultaneously constructing very specific fields of vision. Thus, screens perform cuts between displayed worlds and human knowledge about the world. Screens also mediate human action in particular ways by actively participating in new visions that define and situate action. With their capacity to organize human attention elsewhere screens may enact viewer displacement, as viewers becomes screened off. Thus boundaries may shift between screens, the knowledge they present, the interactions they facilitate and the practices they engender. For these reasons, screens are objects of interest for contemporary social scientific research into technologically mediated environments, including anthropology, cultural/media studies, design studies, and science and technology studies (STS) . Drawing on a range of theoretical traditions the course aims to frame screens by exploring their implications for knowledge, interaction and practice. This includes but is not limited to analytical topics such as:

  • Shifting 'screen' relationships between practice (e.g. dwelling, working, travelling, playing, planning, controlling) and viewer positions (e.g. onlooker, spectator, user, voyeur, investigator)
  • Variations between heterogeneous on- and off-screen interactions
  •  Screens as organizers/disruptors/mediators of human knowledge, experience, perspectives, etc.
  • Space, place and temporalities of screens in local/global/glocal/trans-local situations and fields
  • Comparative or exploratory studies of recent 'hi-tech' displays (e.g. HD, LCD, mega-screens, 3-D, touch) vs. 'traditional' ones (e.g. theatres, windows, veils, frames)
  • Ethnographies of screens including qualitative implications of screen types, modes, juxtapositions, placements and proximities in practice
  •  Philosophical investigations of screens including debates about visible/invisible and presence/absence
  •  Screen' as a conceptual metaphor in social studies of technology, in other words what human practices can be understood as 'screening technology'?

Further information and application procedure may be found here