sexta-feira, 8 de julho de 2011

Kerckhove e a Ecosofia

"Kerckhove ressaltou que, com diversos avanços – touch screen, projeções holográficas, por exemplo –, o corpo humano tornou-se uma extensão dessa tecnologia. “Estamos imersos nessa extensão, como previu McLuhan. Sem a Ecosofia e sua proposta de equilíbrio, essa evolução levará o homem e seu mundo a um colapso. Nada é perfeito, mas começamos a ver uma nova atitude de pensar as coisas de maneira positiva. E a Ecosofia estará ao alcance de todos.”"

André Bürger, "Ecosofia, redes digitais sustentáveis e os efeitos da tecnologia no homem moderno", Disponível em: http://envolverde.com.br/ambiente/artigo/ecosofia-redes-digitais-sustentaveis-e-os-efeitos-da-tecnologia-no-homem-moderno/ [acesso em 15/05/2011]- Publicado originalmente no Nós da Comunicação e retirado do site Plurale.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

I Simpósio Internacional “Ecosofia na Era Digital”

Universidade do Minho, Instituto de Ciências Sociais


I Simpósio Internacional “Ecosofia na Era Digital”

3ª feira, 28 de Junho de 2011

10h-19h

Auditório do Instituto de Educação - Universidade do Minho - Gualtar, Braga - Portugal

O Simpósio propõe o debate sobre a Ecosofia como uma área de conhecimento transdisciplinar que atenua as divisões entre as ciências sociais e as naturais. Assenta na emergência de um novo pensamento sobre a técnica, a natureza e as significações da acção humana nos tempos actuais caracterizados pela digitalização da experiência.

Programa

10H00 - SESSÃO DE ABERTURA

Reitor da Universidade do Minho (a confirmar)

Presidente do Instituto de Ciências Sociais - Miguel Bandeira

Director do Centro de Estudos Comunicação e Sociedade - Manuel Pinto

Director do Centro de Investigação em Ciências Sociais - Manuel Carlos Silva


10H20 - CONFERÊNCIAS

“BIOCAPITAL, CAPITALISMO DIGITAL E O PROJECTO DA ECOSOFIA”

José Luís Garcia (Instituto de Ciências Sociais - Univ. de Lisboa)

“CONFLITOS AMBIENTAIS E INCERTEZAS”

Helena Jerónimo (Instituto Superior de Economia e Gestão - Univ. Técnica de Lisboa)


11H20 - MESA REDONDA - ECOSOFIA: BIOTECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE

Ana Cristina Costa (Assoc. Ambientalista - Quercus); José Luís Garcia (ICS - Univ. de Lisboa); Margarida Silva (Escola Superior de Biotecnologia - Univ. Católica do Porto e Plataforma "transgénicos fora do prato"); Miguel Sopas Bandeira (Dep. de Geografia, ICS - Univ. do Minho); Ricardo Simões (Escola de Engenharia da Univ. do Minho e Plataforma de Ecologia Industrial da Univ. do Minho).

Moderação de Paula de Vilhena Mascarenhas (CICS-UM)


12H30 - PAUSA PARA ALMOÇO

14H30 - CONFERÊNCIA

“CONVERGÊNCIA DAS TECNOLOGIAS E TRANSHUMANISMO”

Hermínio Martins (Univ. de Oxford, Inglaterra e ICS - Univ. de Lisboa)


15H30 - APRESENTAÇÃO DE LIVRO

Livro de Hermínio Martins “EXPERIMENTUM HUMANUM - CIVILIZAÇÃO TECNOLÓGICA E CONDIÇÃO HUMANA” por Moisés de Lemos Martins e José Pinheiro Neves


16H00 - PAUSA


16H15 - CONFERÊNCIA

“ECOSOFIA: REDES DIGITAIS E SUSTENTABILIDADE”

Massimo di Felice (Univ. de São Paulo, Brasil)


17H15 - MESA REDONDA

Eduardo Jorge Esperança (Univ. de Évora); Fabio La Rocca (CEAQ - Univ. de Sorbonne, Paris, França); Jean-Martin Rabot (CECS); Massimo Di Felice (Univ. de São Paulo, Brasil); Moisés de Lemos Martins (CECS – Univ. do Minho); Pedro Andrade (CECL - Univ. Nova de Lisboa).

Moderação de José Pinheiro Neves (CECS-UM)



18H00 - APRESENTAÇÃO DE LIVRO

Livro de Manuel da Silva Costa e José P. Neves (org.) “TECNOLOGIA E CONFIGURAÇÕES DO HUMANO NA ERA DIGITAL” por Albertino Gonçalves


18H30 - APRESENTAÇÃO PÚBLICA DO OBSERVALICIA (OBSERVATÓRIO SOBRE A ALIMENTAÇÃO, TECNOLOGIA E ECOLOGIA) E TOMADA DE POSSE DOS MEMBROS DO CONSELHO CIENTÍFICO



19H00 - ENCERRAMENTO DO EVENTO


Comissão Organizadora
Esser Jorge da Silva (CICS), Jean-Martin Rabot (CECS), José Pinheiro Neves (CECS), Luzia de Oliveira Pinheiro (CECS), Paula de Vilhena Mascarenhas (CICS) e Pedro Rodrigues Costa (CECS).

Organização
CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho
CICS - Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho
OBSERVALICIA - Observatório sobre a Alimentação, Tecnologia e Ecologia

Apoio
FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Certificado de participação
O Simpósio "Ecosofia na era digital" é gratuito. Será possível requerer um certificado de participação no próprio local.

Transmissão online do Simpósio: http://www.ustream.tv/channel/simpósio-internacional-ecosofia-na-era-digital

Site do Simpósio: http://ecosofianaeradigital.blogspot.com/

Facebook: https://www.facebook.com/event.php?eid=181345628586977

E-mail: j.pinheiro.neves@gmail.com

sábado, 16 de abril de 2011

new book: "The Philosophy of Software: Code and Mediation in the Digital Age" by David Berry

new book: "The Philosophy of Software: Code and Mediation in the Digital Age" by David Berry

Novo livro: "Tecnologia e configurações do humano na era digital"




Tecnologia e Configurações do Humano na Era Digital
Contribuições para uma nova Sociologia da Técnica


Resumo:

Com a expansão das novas tecnologias digitais da informação e da comunicação e as biotecnologias, o mundo social e técnico está a transformar-se de uma forma acelerada nas últimas décadas. Uma alteração que tem dois efeitos importantes: em primeiro lugar, uma mudança na relação entre o humano e a tecnologia; em segundo, uma crise da forma tradicional das ciências sociais pensarem a questão da técnica. Recorrendo a contribuições de várias áreas do saber (Sociologia, Filosofia, Ciências da Comunicação, etc.), este livro pretende criar uma maior lucidez que nos faça ver os perigos e potencialidades emergentes desta situação tecnohumana e, nessa medida, fomentar o debate e completar a bibliografia sobre esta temática.


Índice

Índice do livro

Moisés de Lemos Martins (CECS - Univ. do Minho, Portugal)  - A imersão da técnica na cultura e nos corpos

Manuel da Silva Costa (CICS - Univ. Minho, Portugal) e José Pinheiro Neves (CECS - Univ. Minho, Portugal) - O humano e as novas tecnologias digitais: perigos e potencialidades

Hermínio Martins (Univ. Oxford - Inglaterra)  - Transcendences of the Net. Metaphysical intimations of the cyberworld

José Luís Garcia (ICS, Univ. de Lisboa, Portugal)  - Tecnologia, Mercado e Bem-estar Humano: Para Um Questionamento do Discurso da Inovação

Adrian Mackenzie  (Univ. Lancaster, Inglaterra) - The strange meshing of impersonal and personal forces in technological action

James R. Taylor (Univ. de Montréal, Canadá) - E se, em vez de se colocar a tecnologia na organização, a organização fosse colocada na tecnologia?

Eduardo Jorge Esperança (Univ. de Évora, Portugal) - A Web Social: das socialidades tradicionais aos novos afectos

José Gomes Pinto (CICANT - Univ. Lusófona - Portugal) - La naturaleza del artificio: la actualidad de David Hume

José Pinheiro Neves (CECS - Univ. Minho, Portugal)  - Individuação e concretização dos objectos técnicos: o contributo de Gilbert Simondon




http://www.wook.pt/ficha/tecnologia-e-configuracoes-do-humano-na-era-digital/a/id/10643671

domingo, 6 de março de 2011

As redes sociais e os novos movimentos sociais: a visão de Fernando Henrique Cardoso

Fernando Henrique Cardoso (sociólogo e ex-Presidente do Brasil) mostra até que ponto as ligações em rede da Internet ao articularem-se com outras redes, ligações mais tradicionais (face-face), podem mudar o mundo e abalar igualmente os esquemas tradicionais de pensar o "social" e as suas transformações.
"Uma delas é que as ordens sociais no mundo moderno se podem desfazer por meios surpreendentes para quem olha as coisas pelo prisma antigo. A palavra, transmitida a distância, a partir da soma de impulsos que parecem ser individuais, ganha uma força sem precedentes. Não se trata do panfleto ou do discurso revolucionário antigo nem mesmo de consignas, mas de reações racionais-emocionais de indivíduos. Aparentemente isolados, estão na verdade "conectados" com o clima do mundo circundante e ligados entre si por intermédio de redes de comunicação que se fazem, desfazem e refazem ao sabor dos momentos, das motivações e das circunstâncias. Um mundo que parecia ser basicamente individualista e regulado pela força dos poderosos ou do mercado de repente mostra que há valores de coesão e solidariedade social que ultrapassam as fronteiras do permitido." F.H.C.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110306/not_imp688343,0.php

CECS Seminários: "Investigar em Ciências da Comunicação"

CECS Seminários: "Investigar em Ciências da Comunicação"

Numa organização do CECS e do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, vai realizar-se um ciclo de seminários doutorais sobre a temática geral “Investigar em Ciências da Comunicação”. 

Tendo como destinatários doutorandos e investigadores, propõe-se debater temas como “Os problemas do problema da investigação”, “Desenhar metodologias”, “Porque é que as teorias importam?”, “O processo da escrita” e “Onde interessa publicar?".




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Facebook e o Google querem capturar o nosso "tempo"?

O determinismo tecnológico, aliado às novas formas de capitalismo, caracteriza a mentalidade dos jovens engenheiros americanos que criaram o Facebook e o Google.


"“O engenheiro é rei, e está acima da multidão”, escreve o autor. Os próprios fundadores são descritos no livro como engenheiros frios, com uma mente matemática e um gosto pela objectividade e exactidão" (ver notícia do Público no final).

Contudo, este determinismo é, no essencial, uma forma de cegueira. Impede de ver as disposições subjectivas dos utilizadores, de ver uma outra possibilidade de estar em rede que não seja a que obedece às necessidades de lucro. E de ver que somos animais com medos, com uma subjectividade.

"Auletta argumenta que esta mentalidade de engenheiros, que foi capaz de tornar a Google num gigante, é também responsável por fazer com que esta tenha sido lenta a compreender as preocupações que as pessoas têm com a privacidade. “A privacidade é uma bomba atómica que pode explodir nas mãos da Google.”"

"“Os engenheiros são bons naquilo que conseguem medir. [Mas] os medos relacionados com a privacidade não são facilmente mensuráveis”, explica Auletta ao PÚBLICO."

A mentalidade baseada no determinismo tecnológico aliada ao novo capitalismo tende a reproduzir o uso entrópico do tempo. Alienado. Uma dependência doentia. Por alguma razão, os jogos on-line são objecto de uma divulgação intensiva em detrimento das questões da nossa privacidade (e do uso criativo e humano da Internet).

Como muito bem diz o autor do estudo, querem acima de tudo capturar-nos, capturar o nosso "tempo": "Auletta responde ao PÚBLICO: “O Facebook é uma ameaça [para o Google] porque ocupa o tempo das pessoas. Quanto mais tempo é gasto no Facebook, menos tempo se passa a usar [produtos da] Google.”

Quanto mais tempo é gasto no facebook (e no Google), menos tempo temos para estar com os amigos. Os autênticos. Menos tempo temos para "estar" connosco próprios. Apenas estar.

Por isso, a resistência também passa por saber usar, de uma outra forma, este "tempo". Não ser apanhado, como uma vítima indefesa, por esta armadilha.

http://www.publico.pt/Tecnologia/google-contra-todos_1438733