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segunda-feira, 8 de março de 2010

"Critérios de reputação em coletivos digitais: estudo de caso na disciplina criando comunidades virtuais de aprendizagem e de prática"

Ver esta tese de mestrado brasileira sobre as relações sociais numa comunidade virtual em que se utiliza um método etnográfico baseado na antropologia simétrica de Bruno Latour.

"Título original

Critérios de reputação em coletivos digitais: estudo de caso na disciplina criando comunidades virtuais de aprendizagem e de prática
Autor

Freire, Claudia Pontes

Resumo

"Relações de poder na sociedade em rede, emergência, nomadismo e coletivos digitais.

Estudo inserido na Área de Concentração Interfaces Sociais da Comunicação, na Linha de Pesquisa Educomunicação do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Universidade de São Paulo. A pesquisa trata dos critérios de reputação em trabalho coletivo mediado denominado texto coletivo desenvolvido por alunos do Programa de Pós- Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, constituindo-se em um estudo de caso na disciplina Criando Comunidades Virtuais de Aprendizagem e Prática, em vigor desde o ano de 2001. Estudo longitudinal, exploratório, o método é etnográfico utilizando técnicas de coleta de dados quantitativas (questionário fechado) e qualitativas observação participante e coleta de depoimentos. Os resultados apontam para os seguintes critérios de reputação: a) o envolvimento dos participantes na atividade de produção coletivo; b) a influência do conhecimento de cultura digital e ferramentas da web (literacia digital); c) perfil do aluno e característica pessoais que despertam a confiança e o compartilhamento de conhecimento por parte dos outros colegas."

Metodologia utilizada:



Ver aqui a tese completa:

sexta-feira, 5 de março de 2010

Social Media Revolution


Social Media Revolution
www.youtube.com
"Social Media Revolution: Is social media a fad? Or is it the biggest shift since the Industrial Revolution? This video details out social media facts and figures that are hard to ignore. This video is produced by the author of Socialnomics".

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Orkut way of life

Um texto que reflecte uma experiência de social-networking.

Para ler com atenção e tempo.


"Orkut way of life

Vejamos: o que faz um brasileiro típico (da classe média com acesso a internet) ao chegar no trabalho na segunda-feira pela manhã? Ele faz duas coisas, na verdade. A primeira delas é abrir o e-mail; a segunda, o Orkut, para dar uma conferida no que "rolou" nos últimos dias (ou horas, se for um fanático ), ver suas mensagens, verificar se algum "amigo" novo o adicionou, se aumentaram os coraçõezinhos do seu perfil, essas coisas todas. Estamos diante de uma nova maneira de encarar a internet e as "relações" por ela fabricadas. O papel do Orkut (e de suas dezenas de imitações atuais: "Orkut" para pessoas bonitas, para ricos, para o público GLS, etc. ) já não pode mais ser ignorado. É o Orkut way of life cada vez mais presente no cotidiano das pessoas virtuais, como nós.

Um tempo atrás, enviei um e-mail à minha prima. Ela não respondia, e eu perguntei o motivo desse desprezo. Ela disse que não lia e-mail, que se eu quisesse "falar" com ela tinha que deixar scrap, pois era muito mais fácil (“manda scrap, pô!” ). Eu dei uma investigada e descobri que a "galera" dela também não lê e-mail, uma menina até comentava que nem lembrava de sua senha. O negócio era o Orkut! Não importa o tipo de mensagem, era lá que ela deveria ser colocada! Isso é um fenômeno interessantíssimo e, parece, o grande canalizador das discussões do Orkut. Não é necessário privacidade, individualidade, nada disso. O Orkut te coloca de fato no mundo digital, quer você queira, quer não. E o pior é que isso é o atrativo principal, entende? Ali, a idéia é justamente essa: exposição. Ninguém entra no Orkut, em princípio, para ficar escondido (exceto alguns grupos de que falarei abaixo ). O Orkut existe para você aparecer, para suas amigas escreverem que vão passar na sua casa às 21h hoje à noite para irem dançar forró e que você gosta de beber cerveja e odeia o Lula, e que tem muitos "amigos". Aliás, o que tem escrito na entrada do site? “Quem você conhece?” Isso perdeu o sentido quando o Orkut, seu criador, adicionou alguém que não era seu amigo (ou foi algum amigo dele que fez isso? ). O Orkut passou a ser um "site de relacionamento" (não um cadastro de amigo, como foi concebido ), uma vitrine de pessoas de verdade e de mentira (a maioria), onde podemos "selecionar" os amigos, da mesma maneira que selecionamos as comunidades, como se estivessem disponíveis em uma prateleira.

O fato de ele ser um shopping de personalidades é uma das partes boas. Não há nada de errado com isso. Não há problema em querer encontrar pessoas diferentes de você, que odeiam aquela banda que você adora, que adoram aquele filme que você detesta, ou mesmo iguais. A diversidade também existe no mundo digital, sabe? Estas pessoas criam comunidades, discutem temas que te interessam, indicam livros, filmes, sites, falam um monte de absurdos, etc. Todo mundo pode encontrar algo ou alguém interessante no Orkut, para falar a verdade. E o Orkut é isso, na minha opinião: um shopping de pessoas e de seus gostos.

Como tudo que é composto por pessoas, o Orkut também tem seus problemas. A maioria das pessoas mente, mente descaradamente, aliás! Conheço pessoas que estão em comunidades de autores que jamais ouviram falar, de livros que nunca leram, de filmes que nunca viram. Já que pode mentir, (quase) todo mundo aproveita! Por que, claro, no ambiente "competitivo" como este – o Orkut, em que preciso me "vender", as pessoas só "compram" os melhores, os mais cultos, os mais bonitos, os mais legais, os que tenham mais amigos. Está certo, quem vai adquirir uma televisão preto e branco se pode ter uma de plasma?! Além disso, por que tenho que ser menos que meu vizinho, que mente no perfil dele? Não, não posso admitir isso! Preciso de centenas de amigos, de boas comunidades e de milhares de scraps que atestam que "eu sou o cara", eu sou legal... adicionem-me, portanto!

Há ainda os que não se mostram, estes, geralmente, estão relacionado a sexo. "Pessoas" falsas no Orkut, que colocam fotos de seus órgãos genitais, são milhares. Ali, claro, estão protegidos. Podem ser o garanhão, a vagabunda, não precisam ser eles mesmos. É incrível como no Orkut as pessoas são bem dotadas, bonitas, inteligentes, cultas, leitores compulsivos, repletos de amigos. Quase ninguém é infeliz por lá! O Orkut permite isso, esse mundo de sonhos, de faz-de-conta, de mentira. É através dele que estabelecemos vínculos, nos aproximamos de amigos de antigamente, conhecemos gente nova, criamos laços de afeto e de rancor. Baseamos tudo isso em uma ferramenta edificada sobre a mentira, sobre a enganação, sobre a competição. O Orkut parece ser o depositário da humanidade, o depositário das aspirações verdadeiras de gente de mentira.

Depois de um certo tempo no Orkut way of life, a brincadeira começa a cansar. Se você não usa o Orkut como e-mail, como é meu caso, felizmente, não há motivos para ir lá todo dia. Amanhã será igual a hoje, que foi igual a ontem. Do ponto de vista tecnológico, digamos assim, acho que o Orkut do jeito como está hoje não sobrevive muito (se bem que ainda tem toda uma China para conhecê-lo, não é? ). Acredito que a tendência é que ele disponibilize um blog, um fotolog, talvez uns joguinhos, ou será seu fim. A gente começa a se cansar das pessoas, das coisas, com o Orkut é assim, acho. Seja como for, o Orkut é a maior sensação da Web desde o Google, não há dúvidas. Se eu estivesse fazendo propaganda, diria: 12 milhões de pessoas não podem estar enganadas! Ou podem?, sei lá. Seja como for, Orkut way of life é isso, é considerá-lo parte do seu dia-a-dia virtual, é abrir o e-mail e ele também, é tirar fotos novas para alterar no seu perfil, é responder os parabéns virtuais que você recebe pelos scraps, é procurar aqueles seus vizinhos de 20 anos atrás, é incorporar tudo isso a seu cotidiano virtual, gostando ou não. E, então, se um dia você cometer Orkutcídio, é saber que você está sozinho nessa, meu amigo, que todo mundo que você conhece ainda está lá, que vão te chamar de diferente, de estranho, de chato... você não vai mais ser o cara legal. (De repente até vale a pena, hein? )

A propósito, já percebeu que hoje em dia, quando você conhece alguém, o cara logo te pergunta se você tem Orkut e diz que vai te adicionar? Ninguém mais pergunta se você tem e-mail, perguntam se tem Orkut! O Orkut agora é o RG digital das pessoas, caso você ainda não tenha percebido que isso é Orkut way of life, eu já não sei mais nada...

É claro que muita gente vai me mandar e-mail reclamando (e xingando! ) dizendo que não gostam de Orkut, que nunca entraram no Orkut, que não é todo mundo que é assim, vivendo no Orkut way of life, que eu generalizo, que existem pessoas que não se rendem a esta idiotice, etc. Claro que não! , poupem seu tempo. Esse mundo é grande demais para todo mundo ser igual e fazer a mesma coisa. Mas a regra é essa: estar no Orkut! 60% Dos brasileiros com acesso a internet são a regra, você que lê mais de 1,8 livros por ano e não está no Orkut é que é a exceção. "

Marcelo Maroldi

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

The genealogy of the concept of "Social Software"

Some excerpts of "Tracing the Evolution of Social Software" (2004):

"The term 'social software', which is now used to define software that supports group interaction, has only become relatively popular within the last two or more years. However, the core ideas of social software itself enjoy a much longer history, running back to Vannevar Bush's ideas about 'memex' in 1945, and traveling through terms such as Augmentation, Groupware, and CSCW in the 1960s, 70s, 80s, and 90s.

By examining the many terms used to describe today's 'social software' we can also explore the origins of social software itself, and see how there exists a very real life cycle concerning the use of technical terminology".

[...]

It isn't until late 2002 that the term 'social software' came into more common usage, probably due to the efforts of Clay Shirky who organized a "Social Software Summit" in November of 2002. He recalls his first usage of the term to be from approximately April of 2002.

I asked Clay if it was the loss of meaning in the terms 'groupware' that made him choose the term 'social software', and he replied:

"I was looking for something that gathered together all uses of software that supported interacting groups, even if the interaction was offline, e.g. Meetup, nTag, etc. Groupware was the obvious choice, but had become horribly polluted by enterprise groupware work."

[...]

2000s — Changing Definitions of Social Software



An early definition by Clay for the definition of social software was:

"1. Social software treats triads of people differently than pairs.
2. Social software treats groups as first-class objects in the system."

However, Clay more recently prefers the simpler:

"software that supports group interaction"

[...]."

In: http://www.lifewithalacrity.com/2004/10/tracing_the_evo.html

Publication: October 13, 2004

sábado, 30 de janeiro de 2010

A passagem dos dispositivos tradicionales de CMO para o Software Social

Um texto que reflecte sobre o conceito de software social.

"Se trata de describir y comparar el funcionamiento de un determinado software de comunicación mediada por ordenador que se encuentra en Internet y que, des de hace unos pocos años, ha generado una pequeña polémica sobre su denominación entre ingenieros programadores y académicos.

En efecto, algunos usan el termino de ‘software social’ para designar únicamente una determinada categoría de dispositivos y servicios de Internet con diferentes funciones como la publicación y distribución de imágenes (Flickr), vídeos (YouTube), enlaces favoritos (Del.icio.us, Meneame, Digg), o artículos escritos (blogs, Barrapunto); todos ellos desarrollados a partir del año 2000.

El objetivo de esta nueva denominación es establecer una distinción con los dispositivos de comunicación mediada por ordenador de Internet --chat, listas de correo, foros electrónicos, MUD, los grupos de noticias, etc.-- , que a partir de ahora, para abreviar llamaremos dispositivos tradicionales de CMO" (p. 79).

Este desacuerdo nos llamó la atención porque intuimos que no se trataba de una simple discusión sobre mejoras de dispositivos o de nuevos proyectos de servicios en Internet. Algo se estaba transformando. Y las transformaciones tenían que ver con lo que llamaremos sus respectivas teorías de lo social o, también, socio-lógicas".

[...]

"Como decíamos en la introducción, nuestro objetivo es terminar esta breve descripción sobre el funcionamiento de estos dos tipos de dispositivos de comunicación mediada por ordenador y de este pequeño análisis de los discursos que los ingenieros-sociólogos, con la presentación de un resumen de los aspectos que mas sobresalen de sus teorías de lo social. Para facilitar la exposición, hemos elaborado el siguiente cuadro que pasamos a comentar:










‘Comunidad virtual’ es, sin ninguna duda, el concepto más popular para referirse a los grupos que surgen como consecuencia del uso de los dispositivos de la CMO tradicional. Con el recurso a este término, se condensa una teoría de lo social: se circunscriben los limites de la asociación (espacio social = hasta donde llegue lo ‘social’), se asignan unos intereses para devenir miembro (cualquier humano), se ordena de determinada manera de relacionarse y de establecer vínculos intersubjetivos (netetiqueta), etc. Pero, también, en esta manera de promover y dar cuenta de este tipo de asociaciones, se siguen ocultando algunos debates importantes: son ejemplos de ello, el silencio sobre la creciente expertizacion de los usuarios o la separación radical entre la realidad on y realidad off de modo que su relación se convierte en un problema. Y, lo que parece menos comprensible tratándose de Internet, es que todo continua “Como ocurría con el sexo en la era victoriana, los objetos están por todas partes pero no hablamos nunca de ellos” (Latour, 2006:105).


in Vayreda, A., & Estalella, A. (2007). 'Software social: ¿teoría social?' In F. Tirado & M. Domènech (Eds.), Lo Social y lo virtual. Nuevas formas de control y transformación social, Barcelona: Editorial UOC, 78-92.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sociology of Google?

"Le Googling à l'intersection individu/Internet – Philippe DUMAS et Daphné DUVERNAY 2009
Cette assertion est sans doute en passe de devenir un programme de recherche en France selon l'excellente présentation qu'en font ses auteurs (Ph. DUMAS et D. DUVERNAY, Chercheurs en SIC, Université de Toulon) dans le récent ouvrage collectif intitulé « L'entonnoir : Google sous la loupe des chercheurs en science de l'information et de la communication » (C&F 2009).

C'est en tous les cas une nouvelle entrée de chercheurs SHS dans la problématique « Google » (après l'approche documentaire-critique, l'approche critique-idéologique, etc.) et très intéressante car la plus directement sociologique pour l'instant : ici est étudiée la remarquable articulation entre un outil moteur / un individu en état de recherche / une méga machine Internet."

In: http://www.electropublication.net/

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Report: 'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'

Report: 'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'
Report:

The European Commission JRC, Institute for Prospective Technological Studies
released a comprehensive report on social and economic implications of Social Computing [aka Web2.0, social media].

'The Impact of Social Computing on the EU Information Society and Economy'
(Eds.) Yves Punie, Wainer Lusoli, Clara Centeno, Gianluca Misuraca and David Broster
Authors: Kirsti Ala-Mutka, David Broster, Romina Cachia, Clara Centeno, Claudio Feijóo, Alexandra Haché, Stefano Kluzer, Sven Lindmark, Wainer Lusoli, Gianluca Misuraca, Corina Pascu, Yves Punie and José A. Valverde

A very interesting report.


An excert from de preface::

"In this context, this report, and the research that lies behind it, focuses on “Social Computing” that enables user-centric, collaborative knowledge sharing, community-building activities using the Internet.
Globally, the Internet is used by some 1.7 billion people1 (24.7% of the population) and by some 318 million Europeans (64%).

Social computing has exhibited a prolific growth since its genesis in the early years of this decade and, since 2005, has achieved unprecedented levels of EU and global usage. Current estimates indicate more than 130 million Europeans3 are involved in social computing and are interacting in a broad spectrum of commercial, leisure and social domains. It is very likely that all readers will have had some social computing experience in either an active or passive role as encounters with Social Computing have become mainstream for the vast majority of Internet users. Searches for information will frequently transport us to Wikipedia, YouTube, Facebook or similar, or else to Blogs and other forms of collaborative on-line applications that have adopted the so-called Web 2.0 paradigm. For the younger generations, social computing has provided a medium for expression of interests and opinions, for collaboration and for building communities unbounded by locality.

Beyond the initial wave of “getting involved”, social computing is now in a period of consolidation and maturation enabling individuals, and groups, to access and contribute to knowledge on an ever increasing and already vast array of topics. Examining the evidence in this report and elsewhere, it is relatively easy to see how, over the coming years, social computing could play an increasingly important role in re-engaging citizens in political debate, in securing social cohesion and harmony, and it could provide a platform for dialogue on the grand challenges of the EU and the rest of the world."


sábado, 24 de janeiro de 2009

As redes sociais e a Igreja Católica

As "redes sociais" na internet começam a ser objecto de debate no espaço público.

"Numa conferência realizada pela Igreja Católica, a Conferenza Episcopale Italiana (CEI, ou na tradução, Conferência Episcopal Italiana), o bispo Don Domenico Pompili alertou para os perigos de redes sociais online como o Facebook.

Segundo o site The Inquirer, Pompili acredita que os serviços levam ao que chamou de “individualismo interconectado”.

Para o bispo, relacionamentos criados online não são reais, e sites de networking levam ao “egocentrismo online”, afastando relações reais. Compartilhando de sua opinião está também o bispo Mariano Crociata, que presidiu a CEI e alertou para a glorificação da internet.

(...)

De acordo com o site italiano WebNews, as opiniões fizeram parte de uma palestra chamada “Igreja na Rede 2.0”, em que foi defendida a necessidade da criação de um novo modelo de rede de comunicação online, diferente dos existentes e criticados".

Magnet / Geek Central

Ver:

http://www.geek.com.br/blogs/832697632/posts/9020-igreja-cat-lica-debate-redes-sociais-online

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Como estudar sociologicamente o social-software? Um exemplo de projecto de investigação.

Para se entender a forma como se estuda sociologicamente o social-software, apresento aqui um exemplo interessante de um antropólogo espanhol, Adolfo Estatella.


"Y el contenido… ya sé que es un poco abstruso, y que alguno pensaréis que los blogs no tienen tanta miga como para que yo le dedique dos o tres años de estudio. Pero estudiar los blogs hata ese extremo… no es sólo por el blog, sino por todo lo que imoplica el blog, esos fenómenos a los que apuntan los blogs y los bloggers con su práctica y que sutilmente pasan desapercibidos. Los límites cada vez más difusos de lo privado y lo público, un nuevo posicionamiento de los blloggers frente a los medios, una nueva forma de lectura (y relectura) de los medios…
Y os aseguro que no es más sencillo analizar un blog que la muerte de una estrella convertida en supernova. Y yo, he estudiado un poco de los dos (sólo un poco).
También, no es muy ortodoxo esto de contar a quien investigas qué es lo que investigas. Los etnógrafos siempre se guardan una parte para sí. Pero esto no es una etnografía al uso, y los bloggers sois muy peculiares (¿somos?). Así que sin miramientos suelto mi rollo, que son sólo unas notas de trabajo para la presentación.
Entre blogs. Una etnografía simétrica a través de Internet

PREGUNTAS DE INVESTIGACIÓN¿
Qué nos mantiene unidos cuando nos relacionamos con otras personas a través de la pantalla?
¿Cómo construimos nuestros vínculos a través de artefactos de Internet como el correo electrónico, el chat, los blogs, etc?
¿Qué propiedades tienen esos vínculos? y ¿qué sociabilidad se construye a través de ellos?
Estas son las preguntas que sirven para situar la cuestión de mi investigación. El artefacto objeto de mi investigación: los blogs.

BLOGS, ARTEFACTOS EN INTERNET
Desarrollados desde 1999, los blog tienen formalmente un aspecto similar al de una página web personal creada mediante un software especializado. Normalmente un blog es escrito por un autor, y ocasionalmente por un número reducido. Visualmente muestran una serie de artículos, publicados periódicamente con ordenación cronológica. Los lectores pueden incluir comentarios a los artículos y estos suelen contener un número elevado de hiperenlaces.

ETNOGRAFÍA EN INTERNET
El objeto de mi investigación es analizar cómo construimos nuestros vínculos a través del blog y cómo este artefacto organiza nuestras prácticas cuando nos encontramos frente a la pantalla e incluso más allá.
Desarrollaré mi trabajo como una etnografía, la metodología que han usado los antropólogos desde hace casi un siglo para estudiar la cultura de los otros (ya sean argonautas del Pacífico o tribus urbanas). El objetivo de toda etnografía es comprender la cultura del otro y hacerlo a través de una descripción densa que nos permita comprender el sentido profundo de los significados de esas comunidades (sus ritos, su organización, etc.).

BLOGS, MÁS QUE COMUNICACIÓN
Mi etnografía pretende comprender cómo el blog es un artefacto para la acción, porque el blog, y esto es una hipótesis de partida, no es sólo un instrumento de comunicación. Permite a su autor construir su presencia en Internet, ser partícipe en la construcción de Internet, utilizarlo como un instrumento de pensamiento, etc.
Esto significa que una investigación sobre blogs no puede reducirse al análisis del intercambio textual que se produce a través de la pantalla, sino que debe analizar lo que sucede más allá de los blog gracias a su mediación, lo que sucede ‘entre los blogs’.

LO SOCIAL Y LO TÉCNICO
El planteamiento de mi investigación asume un giro en la forma de pensar nuestra relación con la tecnología.
El enfoque habitual de los estudios sobre las comunicaciones en Internet asume que la tecnología es un escenario en el que nos comunicamos y ‘dentro’ del cual construimos nuestras relaciones. Cuando se analizan las comunicaciones en un chat o en los blogs, se distingue entre el mensaje (de texto) y el canal (la tecnología). Esto lleva a considerar que lo social se construye a través del texto mientras que lo tecnológico es sólo un escenario (que normalmente desaparece en el análisis).
La propuesta teórica desde la cual acometo mi investigación, la Teoría del Actor Red, sostiene que no podemos mantener esa distinción.
¿Qué significa esto? Significa que mi etnografía no se limita sólo al texto de los blog sino también a su software. Significa que el trabajo de campo que realice analizará a los autores de blogs tanto a través de sus interacciones en Internet como en encuentros cara a cara; analizaré tanto a quienes escriben el blog como al software que sirve de arquitectura para el blog (¿quién es más responsable de un blog, el autor que lo escribe o el software que permite que sea escrito?), analizaré tanto a los usuarios finales de los blog a los desarrolladores del software.

ALGUNAS DIFICULTADES
(i) La construcción del campo. Una etnografía en Internet que no está localizada en una sala de chat, un grupo de noticias o un blog, etc. plantea ciertas dificultades: ¿qué blogs concretos se estudian? La respuesta es que el campo de estudio es construido en la misma investigación.
(ii) La Teoría del Actor Red (TAR). El uso de la TAR pone de manifiesto las limitaciones de muchos conceptos usados en el análisis de las interacciones de Internet como por ejemplo la idea de ‘entorno’, el concepto de ‘interacción online’, etc, prescindir de ellos significa proporcionar una alternativa que tendré que desarrollar".
Adolfo Estatella

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Web 1.5: "social networking" entre o email e a Web 2.0


«SOE (social online environments, social networking sites, por ex. Hi5, Facebook, MySpace, Friendster, Linkedln, Orkut, Ringo, etc), são ferramentas de software social disponibilizadas num website de redes sociais, que permitem a cada utilizador criar um perfil de si próprio (através de descrições, fotos, listas de interesses pessoais) e construir uma rede pessoal de relacionamentos sociais que o conecta intencional e selectivamente com outros utilizadores pertencentes à sua rede pessoal ou outras redes pessoais e de interesses pessoais comuns, através da troca de mensagens privadas e públicas entre si.
Sites sociais actualmente muito populares como o Hi5, o MySpace e o Linkedln lançados em 2003, ou o Orkut e o FaceBook em 2004, constituem uma actualização e melhoramento das primeiras gerações de software social de comunicação mediada por computador como, por exemplo, o IRC dos anos 90.
O actual software social da Web 2.0 constitui, todavia, um incremento inovacional, possibilitando a conversação em tempo real, a partilha de ficheiros personalizados de imagens, música e vídeo, a videoconferência online com utilizadores de outras redes pessoais. Estas ferramentas oferecem um enorme potencial enquanto espaço dinâmico de sociabilidades, convívio e partilha de interesses, gostos e estilos. E, à semelhança dos seus antecessores, enquanto espaço de convívio e partilha, o software social fomenta quer a manutenção das sociabilidades pré-existentes offline quer a expansão das sociabilidades puramente online»

fonte: OBERCOM, «Web 1.5: As redes de sociabilidades entre o email e a Web 2.0», Flash Report, Maio 2008, pag 3
Retirado de:

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

As redes sociais na Internet e a "dependência"


1. Introdução

Segundo o psicólogo David Smallwood, da Priory, o social-networking pode criar o "vício" dos novos amigos."Um dos sintomas do novo vício seria a sensação de rejeição e isolamento quando um pedido de amizade é rejeitado no serviço [por exemplo na rede social FaceBook]". Mais à frente, recomenda que "qualquer pessoa com problemas de vícios como compras, drogas ou álcool deveriam se manter longe de redes sociais online". E vai ao ponto de aconselhar os seus clientes: "Eu vejo pacientes que estão no Facebook e minha resposta é: pule fora". Contudo, esta posição não é consensual: "outro estudo divulgado ontem aponta que sites como o Facebook podem ser úteis para reduzir o isolamento de pessoas".


Ver o artigo completo aqui:
http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=39983&sec=6



Este texto levanta uma questão essencial que posso formular assim:


- as noções de McLuhan sobre a televisão, ao acentuar o carácter de dependência física (adictiva) da TV, podem-se aplicar à relação com o Ecrã Digital no caso do social-networking?

Até que ponto se está dependente, numa lógica semelhante às dependências físicas de substâncias químicas, do acto de usar o "rato", abrindo e fechando janelas no ecrã digital do computador, desse acto rítmico de reorganização temporal, dessa iluminação, tal como acontece com o adicto?

Será a "dependência" um bom conceito para compreender, por exemplo, a entrega ao zapping no caso do social-networking em que se passa rapidamente doa janela do Facebook para o Google e logo depois para o Messenger, numa aceleração como acontece com o comando à distância do ecrã televisivo.


2. McLuhan e o conceito de dependência



Nos anos 60, Marshall McLuhan desenvolveu a ideia de que os reais efeitos dos media se escondem por detrás dos supostos conteúdos. Os media mais eficazes serão os que mais facilmente criam no receptor a ilusão de que está a receber um conteúdo puro, iludindo de múltiplas maneiras a própria mediação, criando a ilusão do desaparecimento do media, criando uma imediação como dizem Bolter e Grusin. Mas não será que a mediação só se efectua exactamente por se manter oculta, tanto mais que a simples oposição exterior (meios) / interior (sujeito) deixou de funcionar rigidamente?

Neste sentido, o meio entra numa certa fusão com o sujeito, numa lógica de "hot", criando uma dependência forte. McLuhan, em 1969, chega mesmo a afirmar que: "a atracção pelas drogas alucinógenas é um meio de alcançar a empatia com o nosso meio ambiente electrónico, ambiente esse que é em si uma viagem interior sem drogas". Também em William Gibson, no seu famoso romance "Neuromancer", podemos ler: " o ciberespaço é uma alucinação consensual experimentada diariamente por milhares de milhões de operadores autorizados".

A dependência tornou-se um conceito fetiche, com uma força generalizadora, viral, aditiva, que é preciso questionar. O que significa que sejam utilizadas por vezes exactamente o mesmo tipo de explicações para a dependência das drogas e dos computadores «computer addiction» ou «Internet addiction», bem como da adicção à comida, à saúde, ao jogo, etc.?



Estamos de acordo com o que diz Karabeg. Torna-se necessário definir com mais rigor o que se entende por "adicção". Na verdade, o conceito antigo de "dependência" tem ainda uma forte carga negativa associada ao uso ilícito de drogas. Contudo, autores da nova ciência da comunicação começaram, desde há várias década atrás, a reverem o problema.


"The motivation for that theme is McLuhan’s wellknown observation that developing technical civilization while using old concepts is like driving a car while looking at the rear-view mirror. We extend McLuhan’s work one step further by creating one new concept. More precisely, we redefine or recycle an old concept by giving it a new meaning and a new life." (Karabe, 2008, p. 1).


Acentua-se uma mudança na forma de ver a dependência: "the change of our understanding of addiction from narcotics, alcohol, gambling to a shadow aspect of culture" (Karabeg, p. 1). De facto, "addiction is a shadow aspect of culture, a result of using cultural know-how to harm people and make them dependent. Controlling addictions has therefore always been one of the basic functions of culture" (p. 9).


Nas sociedades actuais, a lógica da dependência na relação com os novos media digitais já não é equilibrada pelas proibições de tipo religioso (tabus associados ao consumo excessivo de drogas tais como opiácidos, alcoolismo, jogo, etc ). Torna-se assim necessário entender esta nova dependência como uma das características fundamentais da nova sociedade da informação.

Ver: Dino Karabeg, "Addiction Pattern", in <http://folk.uio.no/poly/addiction-paper.pdf>. Consultado em 15 Out. 2008.


Esta questão irá merecer um desenvolvimento futuro. Entretanto vejam este blog sobre o Social Networking Addiction:

http://socialnetworkingrehab.blogspot.com/2007/09/step-1-recognize-you-have-problem.html


terça-feira, 19 de agosto de 2008

O social software e os adolescentes. As preocupações de uma mãe

Em algumas conversas informais que mantive no âmbito do meu estudo sobre o cyberbullying, deparei-me com a mãe de uma adolescente de 15 anos que estava muito preocupada, pois a filha passava as horas livres na Internet, em sites de social software.

Ora a preocupação da mãe devia-se ao facto da filha não ter amigos na escola (amigos da sua idade, da sua turma) e de ter muitos amigos feitos na Internet. Segundo a mãe todos mais velhos. As suas melhores amigas eram duas raparigas de 17 e 18 anos respectivamente, ou seja, 2 e 3 anos mais velhas que a sua filha e que moravam a cerca de 450 km de distância.

Isto preocupava de tal forma a mãe que até já se encontrava à procura de um psiquiatra para a filha. Isto até falar comigo.

O que se passava era que a mãe não compreendia porque a filha não tinha amizades na escola, daquelas com as quais se pode estar fisicamente. E via as amizades feitas com recurso ao social software como algo que não valia.

Acontece que este tipo de amizades é muito saudável, pois vem dar resposta ao problema das barreiras físicas e geográficas, possibilitando a interacção entre pessoas com gostos e interesses semelhantes de todos os cantos do mundo e de todas as idades. E isto em tempo real.

Assim sendo, não existe nenhum problema em não se ter amigos nos círculos sociais em que nos movimentamos, pois simplesmente essas pessoas apresentam gostos e interesses diferentes dos nossos. Logo, vamos procurar responder à nossa necessidade de interacção através dos meios que temos à nossa disposição. Esses meios são o computador, a Internet e o social software? Sim. Então nada mais tenho a acrescentar, além de que do outro lado da rede se encontra uma pessoa que, tal como nós, procura interagir com alguém com interesses semelhantes.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Conferência - Researching Social Software

Ciclo de Conferências “Tecnologia e configurações do humano”

Researching Social Software

http://socialsoftware-portugal.blogspot.com/


5ª Feira, 29 de Novembro de 2007 - 16h-18h
Sala de Seminários do ICS – r/c
Instituto de Ciências Sociais
Campus de Gualtar Braga, Portugal

Conferencistas

Adrian Mackenzie (Universidade de Lancaster)
http://www.lancs.ac.uk/staff/mackenza

Eduardo Jorge Esperança – Dep. Sociologia, Univ. de Évora
Miguel Ferreira – Dep. Sistemas de Informação, Escola de Engenharia, Universidade do Minho
Zara Pinto-Coelho e José Pinheiro Neves – Centro de Estudos Comunicação e Sociedade (CECS), Univ. do Minho

Moderador: Nelson Zagalo (CECS – Univ. do Minho)

Organização:

Universidade do Minho

Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

Centro de Investigação em Ciências Sociais

sábado, 30 de junho de 2007

"The rise of social software" by Michele Tepper

"In this age of tech industry retrenchment and reorganization, and the busting of DotCom dreams, it's surprising to learn that one area of Web software development—now known as "social software"—is more vibrant and active than ever.

Social software refers to various, loosely connected types of applications that allow individuals to communicate with one another, and to track discussions across the Web as they happen.

Many forms of social software are already old news for experienced technology users; bulletin boards, instant messaging, online role-playing games, and even the collaborative editing tools built into most word processing software all qualify.

But there are a whole host of new tools for discussion and collaboration, many of them in some way tied to the rise of the Weblog (or "blog").

New content syndication and aggregation tools, collaborative virtual workspaces, and collaborative editing tools, among others, are becoming popular, and social software is maturing so quickly that keeping up with it could be a full-time job in itself.

What's more, social software, especially the popular Weblog (or "blog") publishing tools, is gaining notice by the larger players on the Web.

Google recently purchased Pyra, creator of the popular Weblog tool Blogger, and added "Blog This!" as an option on its Google Toolbar.

AOL has announced that it will launch its own Weblog tool for its more than thirty million subscribers this summer.

Soon blogs—perhaps the first native publishing format for the Web—may become one of the most important prisms through which we understand the online world, since they and their relatives in collaboration and group discussion tools may become our primary way of interacting with one another online".

in Michele Tepper "The rise of social software", in netWorker
Volume 7, Number 3 (2003), Pages 18-23. http://doi.acm.org/10.1145/940830.940831